INTRODUÇÃO A problemática da terra em Angola, remonta de há muitos anos. A gestão, uso e posse da terra exige, e exigirá sempre, uma atenção especial por quanto é um recurso muito importante para a vida dos angolanos de todos os extractos, em especial das comunidades rurais, aquelas que vivem da terra, dela retirando todos os recursos de que necessitam para a sua sobrevivência. As reflexões sobre a problemática fundiária em Angola começaram a ganhar corpo, ainda que com intervenções esporádicas e não articuladas, mesmo antes do início do processo de elaboração da nova Lei de Terras. Nesta altura, apesar de este ser um problema real, não era sentido como tal devido o contexto de conflito armado. Com o fim da guerra e, consequentemente, o regresso das populações para as suas zonas de origem, começaram a registar-se pequenos focos de conflitos quanto ao acesso à terra para o cultivo, habitação, pastagem do gado, etc. O
presente folheto procura responder a quatro grandes questões que
a seguir se colocam, nomeadamente: SURGIMENTO Foi
neste contexto que um grupo de ONGs, nacionais e internacionais, juntou-se
para dar o seu contributo no processo de elaboração da nova
lei de terras. No começo das suas actividades, o grupo reunia-se
de maneira informal abordando questões ligadas a defesa dos direitos
fundiários das comunidades rurais e peri-urbanas. O interesse pelas
questões ligadas a terra sensibilizou outras Organizações
da Sociedade Civil que também aderiram a esta causa. Desta forma,
a Rede Terra tornou-se então, num consórcio de Organizações
não Governamentais, que trabalham em questões ligadas ao
desenvolvimento rural e de defesa dos direitos do cidadão cuja
apresentação oficial deu-se em conferência de imprensa,
a 26 de Novembro de 2002, no Hotel Tivolí em Luanda. Aí
foram apresentados os objectivos e o programa de acção da
Rede Terra.
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